Olga Romanov.
A vida de Olga Romanov, uma jovem honesta, que amava sua família, seu povo e tudo que queria era uma vida calma.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
O Primeiro Amor de Olga Romanov, na idade adulta.
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Olga e a Lei Sálica.
LEI SALICA .
Assim como foi feita uma Lei pelo Czar Paulo I em que estabelecia a Lei Salica ( que é a proibição da subida de uma mulher ao Trono) outro Czar ( nesse caso Nicolau II) poderia abolir essa Lei.
Afinal Leis podem ser desfeitas, tal como Constituições são alteradas.
Mas, infelizmente o Czar Nicolau II aceitou a criação da Duma e esta bloqueou o Czar quando em 1912 quando Alex esteve em perigo grave de vida e o Czar pretendeu anular a Lei Sálica.
Porém ela não estava talhada para ser Imperatriz devido á sua instabilidade emocional, apesar de ser muito inteligente.
O Czar chegou a constituir Olga Regente do irmão em 1912 caso ele, o Czar viesse a falecer, pois a vida do Czar sempre esteve em perigo por causa de terroristas infiltrados entre o povo.
O Czar ficou indignado quando o filho Alex esteve às portas da morte e o irmão apressou-se a casar com a companheira para ser reconhecido como Herdeiro.
Morrendo Alex e se o Grão Duque Miguel Alexandrovich recusasse o Trono , restaria o Grão Duque Cirilo ( sendo que seu direito estava limitado pelo fato da mãe dele não era convertida á religião ortodoxa quando ele nasceu e por último ele traiu o primo apoiando a República de Kerensk e inclusive usava uma braçadeira vermelha no braço ), mas muitos iriam apoiar Grão Duque Dimitri Pavlovch que estava exilado na altura pelo Czar por ter participado do plano de matar Rasputin em 30 de dezembro de 1916, mas isso em nada o impediria de reivindicar o Trono.
NOTA: Na abdicação forçada do Czar ele só nomeou Miguel seu Sucessor porque não queria se separar do filho em caso de exílio. E mesmo assim, este não teve apoio por ser um Grão Duque sem descendência, pois seu casamento com uma plebeia privava qualquer descendente seu ao Trono.
Isto foi um ato da mais alta traição e, estivesse o regime czarista ainda no activo, o mais provável seria a prisão ou mesmo a morte do grão-duque. Esta Acão representou uma grave ofensa para a família imperial e levou muitos dos seus membros a rejeitarem-no como herdeiro legitimo do trono.
Ainda que ele após a Revolução tenha se denominado Chefe da Família Romanov, seu direito ficou manchado por sua traição.
sábado, 12 de maio de 2018
Cativeiro e execução de Olga e sua família.
Em Fevereiro de 1917, Olga e Alex contraíram sarampo.
Mais tarde todas as irmãs ficaram doentes.
Quando ela recuperou, seu pai já havia abdicado e estava prisioneira em CzarKoye Selo
com toda sua família.
Enquanto durou seu cativeiro no Palácio, ela não sofreu depressão, conseguiu se aguentar.
Ainda tinha esperanças (assim como toda sua família ) que seriam mandados para a Criméia.
Porém quis aprender a atirar e conseguiu uma arma a qual levaria para Tobolsk, tendo sido aconselhada mais tarde pelo Comandante a não leva-la para Ekaterinburgo-Mansão Ipatiev.
Poema que escreveu para a mãe em TsarKoe Selo:
Você é cheia de angústia Pelo sofrimento dos outros. E nunca ignorou O sofrimento de ninguém. Você é inflexível Só consigo mesma, Sempre fria e impiedosa. Mas se ao menos pudesse olhar Sua tristeza de longe, Ao menos uma vez com espírito terno — Oh, como teria piedade de si mesma. Como choraria com tristeza.
Após uma longa viagem, por ordem de Kerensky, chegaram a Tobolsk em Agosto de 1917.
Tobolsk, a residência do antigo Governador.
Serviu de « lar» para a Família Real de Agosto de 1917 a Abril de 1918.
Em Tobolsk os meses de verão decorreram com relativa paz , porém o tédio foi tomando conta de todos pela falta de espaço e as atividades consistiam em cortar lenha .
No inverno a casa era um autêntico gelo, mesmo assim a família conseguiu celebrar o Natal .Inclusive a Czarina e as filhas tricotaram para os soldados e a Czarina pintou marcadores para livros.
“Depois da ceia na véspera de Natal”, Olga escreveu para Rita:
Entregamos os presentes para todo mundo, a maioria consistindo em vários itens bordados por nós mesmas. Quando os estávamos separando e decidindo o que dar para quem, nos lembramos muito de nossos bazares de caridade em Ialta. Lembra quanto tempo sempre levava para ficar pronto? A gente tinha as vésperas por volta das dez da noite anterior e a árvore era acesa. Era agradável e aconchegante. O coro era grande e cantava bem, só que muito como um concerto, que eu não gosto.
Olga, que sempre havia sido uma ávida leitora, nesse tempo dedicou-se mais a leitura religiosa e a poesia.
Embora tivesse se habituado a trabalhar desde o cativeiro em Tsarkoe Selo, não gostava de trabalho doméstico.
Um amigo da Família Real Serguei Bekhtéev mandou alguns poemas para eles e Olga respondeu-lhe:
Papai me pede para dizer a todos que permaneceram leais a ele e àqueles sobre os quais eles possam exercer alguma influência que não devem vingá- lo, pois perdoou todo mundo e reza para todos; que eles próprios não busquem vingança; que devem lembrar que o mal que há no mundo se tornará ainda mais poderoso e que não é o mal que vence o mal — só o amor.
As condições do cativeiro em Tobolsk agravaram-se quando a Guarda foi mudada em Março de 1918 por terríveis soldados bolcheviques.
A partir de então o que antes era uma dúvida, passou a ser uma certeza para muitos da Comitiva e também para a Família Real, Olga, Alexei e o Czar.
O Czar pensava que só o iam executar a ele e procurou se incriminar no Diário, achando que deixariam sua família livre.
Porém o Czar e a Czarina não tem desculpa de não terem sequer tentado porem seus filhos a salvo quando tiveram chance de fugir, durante vários meses em tobolsk.
A Guarda era relaxada na vigilância, a cidade era monarquista e entretanto eles não aceitavam a idéia de se separarem dos filhos para que ficassem em segurança.
O mais absurdo ainda foi o facto que ambos recusavam-se a fugirem junto com a família da Rússia, achando que estariam seguros em outra parte do País.Mas Nicolau e Alexandra haviam ambos permanecido inflexíveis em que não contemplariam nenhum “resgate” que envolvesse a família sendo separada “ou deixando o território russo”. Fazer isso, como Alexandra explicou, significaria para eles romper seu “último elo com o passado, que então estaria morto para sempre”.
Alexei na altura ficou muito doente e confidenciou á mãe:
“Quero morrer, mamãe; não tenho medo da morte”. A morte não o intimidava porque seus temores estavam em outra parte. “Estou com muito medo do que podem fazer conosco aqui.”
Olga nessa altura já se encontrava em depressão e sua saúde desde que apanhou sarampo antes da abdicação do pai, continuava debilitada.
Durante algum tempo conseguiu demonstrar otimismo para não entristecer o pai, na prisão domiciliar em Czar koe Selo e em Tobolsk também.
Inclusive chegou a trazer um revólver escondido na bota porque já temia pela vida dos seus e só depois de muita insistência de um Comandante amigo, Kobilynsk que alertou que se houvesse uma revista achariam a arma e viriam consequências.
Ela entregou a arma e a preocupação e ansiedade fragilizou ainda mais sua abalada saúde.
Tudo indica que ela nunca mais iria recuperar a saúde.
Por isso que quando chegou a Ordem que o Czar teria que ser transferido ( como a família não poderiam seguir viagem por causa do grave estado de Alexei ), a Czarina seguiu com o Czar escolhendo Maria para acompanha-la já que Olga além de ter saúde debilitada também estava deprimida.
Os primeiros dias após a partida dos pais foram terríveis para as irmãs e Alex.
Olga porém reuniu forças para junto com as irmãs entreter Alexei e esconder junto com as irmãs as jóias que a mãe havia dado ordem que as escondessem em roupas interiores, forro de chapéus e mesmo fazendo de botões forrados.
Uma infeliz decisão da Czarina, como veremos mais tarde esses diamantes foram a agonia delas na hora da morte.
Chegou a Páscoa de 1918, a primeira que a família passou separada e a última da vida deles.
Olga escreveu no sábado:
“Gostaríamos tanto de saber como vocês celebraram essa Festa da Luz e o que estão fazendo”, continuou Olga no sábado de Páscoa, “a Liturgia da Meia-Noite e a Vigília foram muito bem. Foi lindo e íntimo. Todas as lâmpadas laterais estavam acesas, mas nenhum candelabro, havia luz suficiente.
”
Nessa manhã, cumprimentaram a comitiva e distribuíram ovos de Páscoa e pequenos ícones, do modo que a mãe delas sempre fizera; e comeram os tradicionais kulitch e pashka.
A Páscoa do Casal Real e de Maria fora extremamente modesta: trouxeram comida da cantina comunal na cidade e vários de seus pertences estavam em péssimas condições, empoeirados e sujos da viagem acidentada.
A última carta de Olga:
“Como estão sobrevivendo e o que estão fazendo?”, perguntou Olga, no que seria sua última carta de Tobolsk. “Como adoraria estar com vocês. Ainda não sabemos quando vamos partir [...]. Que Nosso Senhor a proteja, minha querida e adorada mamãe, e todos vocês. Um beijo no papai, em você e M., muitas e muitas vezes. Eu os estreito em meus braços com amor. Sua Olga.”
Quando saíram de Tobolsk, a bordo do Rus, Olga e as irmãs sofreram assédio sexual por parte dos guardas.
Foi uma dificil viagem de 3 dias.
Quando reencontraram os pais e á Maria, foi uma alegria de pouca dura por causa do terrível cativeiro que foi a mansão Ipatiev.
Além da cerca alta que havia ao redor da casa, caiaram as janelas, não lhes permitiam tomar banho e restringiram muito a alimentação deles.
As doações que lhes chegavam de leite, ovos e creme para Alexei, eram roubadas pelos guardas.
Inúmeros de seus pertences pessoais foram confiscados.
Não podiam receber cartas, nem envia-las, mas o pior de tudo foram as humilhações.
No dia 16 de Julho de 1918, foi acordada com toda sua família pela Guarda e enganados para ir ao porão sob desculpa de « estarem seguros do tiroteio na cidade» e que « aproveitariam para tirar uma foto».
Quando entraram na sala os marginais bolcheviques e o líder deles leu a ordem de execução,
Olga assim como a mãe ainda tentaram fazer o sinal da cruz mas foram derrubadas pelos tiros.
Olga assistiu a morte de seus adorados pais e de sua adorada irmã Tatiana, vindo a morrer de um tiro após ter sido esfaqueada.
Meu pensamento sobre Olga: ela tinha um temperamento explosivo, porém seu bom coração compensava essa falta.
Vídeo em homenagem a Olga Romanov.
Trechos sobre Olga Romanov por quem a conheceu:
A Olga era a menina mais adorável e as pessoas gostavam dela desde o momento em que a olharam. Quando criança ela era franca, aos 15 anos ela era bela. Ela tinha menos de meia altura, com uma compleição jovial, profundos olhos azuis, muitos cabelos castanho claros, e mãos e pés bonitos. Ela levava a vida à sério, e era uma menina inteligente, com uma disposição agradável.-Lili Dehn em "The Real Tsarita",
A mais velha, Olga Nikolaevna, possuía um cérebro extraordinariamente rápido. Ela tinha um grande poder de racionalização, bem como de iniciativa, tinha uma atitude muito independente e um dom para responder rapidamente. Ela deu-me muito trabalho no começo, mas os nossos desentendimentos iniciais foram rapidamente sucedidos por uma relação de franca cordialidade. Ela aprendia qualquer coisa extremamente rápido, e tentava sempre dar um significado original para o que estava aprendendo. Eu lembro-me bem como, na nossa primeira aula de gramática, quando eu estava explicando a formação dos verbos e o uso do auxiliares, ela logo me interrompeu dizendo "Eu entendi, monsieur. Os auxiliares são os servos dos verbos. Só o pobre "avoir" é que tem de se mudar sozinho.-Pierre Gilliard em "Thirteen Years at the Russian Court",
Olga Nikolaevna tinha um temperamento explosivo. E às vezes contrariava-se quando se sentia ofendida.-Baronesa Sophie Buxhoeveden,
Ela tinha um temperamento quente, mas não guardava ressentimentos. Tinha o coração do seu pai, mas faltava-lhe a sua consistência.-Sydney Gibbes,
A Olga era talvez a mais franca de todas, a sua mente era muito rápida para compreender ideias, e absorvia tanto conhecimento que ela aprendia algo sem aplicação ou sem ter estudado a fundo. As suas principais características, eu devo dizer, eram uma forte força de vontade e um singular hábito de sinceridade no pensamento e ação. Qualidades admiráveis numa mulher, essas mesmas características eram ocasionalmente difíceis de lidar na infância, e Olga quando pequena às vezes mostrava-se incontrolável e desobediente. Ela tinha um temperamento quente o qual, aprendeu a controlar rapidamente e se fosse permitido a ela viver sua vida normalmente ela teria sido, eu acredito, uma mulher de influência e distinção.-Anna Vyrubova em "Memories of the Russian Court"
Leitora ávida e poetisa de talento considerável. A despeito da diferença de idade a Grã-duquesa Olga era particularmente amiga de meu pai, a quem ela se sentia livre para discutir qualquer coisa que a interessava ou aborrecia. Ela dizia sempre que meu pai era um ‘ poço fundo de idéias profundas’ e até mesmo dirigia-se a ele em cartas como ‘Querido Poço’ Olga e eu trabalhávamos seriamente com poesia e a Grã-duquesa ficou interessada em meus versos. Seu interesse naturalmente acrescentou mais entusiasmo em meus esforços, e daí em diante eu submeti cada novo pedaço de verso escrevendo-o a Olga, o qual ela analisava muito cuidadosamente, geralmente dando-me valiosos conselhos, e trocando opiniões sobre rimas, ritmos e outros problemas que eu suponho preocupar os poetas. Assim foi que eu conheci e apreciei o caráter fino e sensível da Grã-duquesa Olga... Ela era por natureza uma pensadora e como me pareceu mais tarde, entendia da situação geral melhor do que qualquer outro membro da família, incluindo até seus pais. Por fim, eu tive a impressão de que ela tinha poucas ilusões em relação ao que o futuro ia reservar a eles, e em conseqüência estava ocasionalmente triste e aflita. Mas tinha uma doçura em seu redor que evitava afetar alguém em uma maneira depressiva, até mesmo quando ela se sentia assim.-Gleb Botkin,
Olga aos dezessete anos já era uma jovem senhorita, mas ela continuava a agir como uma garota. Tinha bonitos cabelos claros, seu rosto – largo e oval – era puramente russo, não particularmente regular, mas seu extraordinário colorido e seu belo sorriso, que revelavam já notáveis, dentes brancos, davam a ela grande jovialidade... O caráter de Olga era mesmo, bom, com uma amabilidade quase angelical.-A.A. Mossolov em "At the Court of the Last Tsar"
Oração de Olga encontrada em Ipatiev:
"Dai-nos, Senhor, a paciência, neste ano de dias de tempestade e cheios de trevas, para conseguirmos sofrer a opressão popular e as torturas dos nossos carrascos. Dai-nos a força, ó Senhor da justiça para perdoarmos o mal dos nossos irmãos e para carregar a Cruz tão pesada e sangrenta, com a tua humildade. Nos dias em que os inimigos nos roubam, que consigamos suportar a vergonha e a humilhação, Cristo, nosso salvador, ajuda-nos. Mestre do mundo, Deus e do Universo, abençoa-nos com rezas e dá às nossas almas o humilde descanso nesta hora horrível e insuportável. No limiar da nossa sepultura, respira para os lábios dos teus humildes escravos força maior do que a força humana - para rezar pelos nossos inimigos.
DIÁRIO DE OLGA ROMANOV:
https://www.goodreads.com/book/show/17795465-the-diary-of-olga-romanov
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Olga Romanov
Olga Nikolaevna Romanov nasceu em 15 de novembro de 1895 – foi a filha mais velha do imperador Nicolau II da Rússia e sua esposa a imperatriz Alexandra Feodorovna.
Desde a mais tenra infância foi muito ligada a sua irmã mais nova Tatiana, somente 1 ano e meio mais nova que ela.
Adorava o pai.
Também viria a ter um bom relacionamento com sua irmã mais nova Anastácia.
Até seus 8 anos, sua mãe a chamava de sua pequena Imperatriz e a habituava a beija-mãos ocasionais por parte das damas, até nascer Alex tendo ela quase 9 anos então.
Personalidade de Olga:
Olga revelou-se uma criança inteligente, aplicada aos estudos.
Adorava ler e aprender sobre os costumes do seu povo.
Era a mais inteligente dentre suas irmãs.
Tinha muita vivacidade, tendo a perdido no cativeiro, por ser extremamente sensível e emotiva.
Era frágil para suportar os embates da vida.
Infelizmente também a instabilidade jogava contra ela porque de seu natural sereno e alegre, passava facilmente a melancolia.
Olga teve discussões sérias com a mãe porque sentia-se muito cobrada.
Ainda que Olga ás vezes fosse explosiva, não obstante ela tinha bom coração.
Nunca deixou de prestar auxílio quando podia a quem lhe pedisse.
Desde criança, se preocupava com todos que pedissem ajuda, chegando mesmo a doar sua mesada para contribuir, pedindo aos empregados que não contassem a ninguém.
Embora durante sua adolescência tivesse por vezes uma relação conflituosa com a mãe,
porém cuidava dela com devoção assim como também Tatiana.
Dentre suas irmãs, era a única que ainda que amasse a mãe, não a idolatrava tal como suas irmãs o faziam.
Admirava muito o pai, a tal ponto de trazer sempre uma medalha de São Nicolau.
Era mais extrovertida que Tatiana.
Tinha um charme especial e considerada mais sedutora, ainda que não fosse considerada uma beleza como Tatiana.
As vezes era brusca com criados quando era contrariada e era por natureza um pouco rude.
Como qualquer menina da sua idade, sentia a falta de outras meninas, porque a Czarina
proibia contacto com as meninas da nobreza, dizendo que as irmãs tinham-se umas as outras.
Como as criadas eram senhoras obviamente que não havia escolha.
É sabido que a Czarina as mantinha assim nessa reclusão, por temer que se desviassem
por comportamentos impróprios das jovens da realeza, algo que ela chamava de:
A vida rotineira das Grã-Duquesas só era quebrada no verão quando então viajavam no iate Standart para a Criméia ou Escandinávia.
Durante a maior parte do ano, viviam em quase reclusão, sem terem permissão para participarem de qualquer Evento Social.
Quando fez 16 anos, teve uma festa especial tal como era costume na Corte.
Pela primeira vez tinha um colar e brincos e o cabelo era preso ou cortado.
Começava a idade adulta.
Foi um dia muito feliz para Olga, a qual só havia ido com o pai á Ópera uma vez.

Desde a infancia de Olga que era desejo do Czar casa-la com o primo dele, Grão Duque Dimitri, apenas 5 anos mais velho que Olga.
Em seu diário, Olga parecia incrivelmente feliz em passar o tempo com ele, mas no final do ano ela enfrentava o coração partido: Pavel ficou noiva de outra Olga - uma amiga da família Romanov, Olga Kleinmichel. A Grã-Duquesa só se atreve a escrever sobre isso em seu diário em um código especial que ela havia criado.
Olga até então era a mais famosa das filhas do Czar, tanto na Rússia como no estrangeiro até a infeliz entrada da Rússia na guerra, quando então Tatiana se tornou a mais famosa por causa do seu Comitê e suas aparições públicas.
Na idade adulta, estava mais bem informada que os seus pais sobre a real situação do País.
Não há registro de nenhuma paixão por um Príncipe russo, mas nisso podemos dizer que também seus pais em particular a Czarina não as deixavam conviver com a nobreza, restando assim somente Oficiais, homens com os quais por Lei nunca poderiam casar por Lei, só morganaticamente.
Olga que tinha visão política, teria sabido tomar sábias decisões, inclusive teria afastado Rasputin sendo ela a única da família a perceber o perigo que ele representava.
Ele também se confidenciaria com ela e em Tobolsk chegou a lhe entregar um revolver que Olga trazia escondido na bota.
Conheceram-se em 1915, sendo ele paciente dela na Cruz Vermelha,
conhecido por ela como Mitya.
Olga cuja fraqueza foi nunca ter tido auto-controle, tendo sempre ficado refém do seu temperamento ( fosse explosoões de mau-humor, indignação ) também nunca conseguiu controlar seu amor por este jovem Oficial, tendo ficado em grande depressão quando ele teve que partir da enfermaria para a guerra.
Toda a família Romanov estava ciente do apego da grã-duquesa Olga a Mitya , que frequentemente era convidado para tomar chá no Palácio de Alexandre, junto com alguns outros oficiais.
A Czarina simpatizou com ele, tal como toda família e chegou a ser promovido a Tenente pelo Czar.
Dmítri Shakh-Bagov também estava apaixonado por ela a tal ponto que
jurou matar Rasputin para os salvar.
Abaixo foto de Olga com a Família no feliz ano de 1913, no 300º da Dinastia:
CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO POST.
O Primeiro Amor de Olga Romanov, na idade adulta.
Olga apaixonou-se pela primeira vez em 1913 pelo Oficial Pavel Voronov. Antes dele teve alguns flertes inocentes com Oficiais, mas nada que ...



.jpg)



