sexta-feira, 11 de maio de 2018

Olga Romanov




Olga  Nikolaevna Romanov  nasceu  em 15 de novembro de 1895 –  foi a filha mais velha do imperador Nicolau II da Rússia e sua esposa a imperatriz Alexandra Feodorovna.

Desde a mais tenra infância foi muito ligada a sua irmã mais nova Tatiana, somente 1 ano e meio mais nova que ela.
Adorava o pai.
Também viria a ter um bom relacionamento com sua irmã mais nova Anastácia.

Até seus 8 anos, sua mãe a chamava de sua pequena Imperatriz e a habituava a beija-mãos ocasionais por parte das damas, até nascer Alex tendo ela quase 9 anos então.







Olga  em  1904,  quando  nasceu  Alex.

Personalidade de Olga: 


Olga revelou-se uma criança inteligente, aplicada aos estudos.
Adorava ler e aprender sobre os costumes do seu povo.
Era a mais inteligente dentre suas irmãs.
Olga era estudiosa, muito sensível, generosa mas temperamental e avessa ao trabalho doméstico.
Tinha muita vivacidade, tendo a perdido no cativeiro, por ser extremamente sensível e emotiva.

Era frágil para suportar os embates da vida.
Infelizmente também a instabilidade jogava contra ela porque de seu natural sereno e alegre, passava facilmente a melancolia.
Sua mãe exigia muito dela, em termos de dar sempre bom exemplo para as irmãs e supervisionar Alex.
Olga teve discussões sérias com a mãe porque sentia-se muito cobrada.
Ainda que Olga ás vezes fosse explosiva, não obstante ela tinha bom coração.

Nunca deixou de prestar auxílio quando podia a quem lhe pedisse.
Desde criança, se preocupava com todos que pedissem ajuda, chegando mesmo a doar sua mesada para contribuir, pedindo aos empregados que não contassem a ninguém.

Embora durante sua adolescência tivesse por vezes uma relação conflituosa com a mãe,
porém cuidava dela com devoção assim como também Tatiana.

Dentre suas irmãs, era a única que ainda que amasse a mãe, não a idolatrava tal como suas irmãs o faziam.

Admirava muito o pai, a tal ponto de trazer sempre uma medalha de São Nicolau.

Era mais extrovertida que Tatiana.
Tinha um charme especial e considerada mais sedutora, ainda que não fosse considerada uma beleza como Tatiana.


As vezes era brusca com criados quando era contrariada e era por natureza um pouco rude.


Como qualquer menina da sua idade, sentia a falta de outras meninas, porque a Czarina
proibia contacto com as meninas da nobreza, dizendo que as irmãs tinham-se umas as outras.

Como as criadas eram senhoras obviamente que não havia escolha.
É sabido que a Czarina as mantinha assim nessa reclusão, por temer que se desviassem
por comportamentos impróprios das jovens da realeza, algo que ela chamava de:
Desgraça  russa .
 Porém  deveria  as  ter  habituado  a  enxergarem  o  certo  e  o  errado.

A única amiga de Olga que convivia com ela no Palácio ( já na idade adulta ) que era jovem como ela, da mesma idade era Margarida Khitrovo, chamada por Rita na Família Romanov.
Era dama da czarina e mais tarde foi enfermeira junto com a Czarina e as filhas.
Era amiga de todas as meninas, mas era muito devotada á Olga.



Olga á direita com sua devotada amiga Margarita “Rita” Khitrovo, na praia em 1916.


A vida rotineira das Grã-Duquesas só era quebrada no verão quando então viajavam no iate Standart para a Criméia ou Escandinávia.

Durante a maior parte do ano, viviam em quase reclusão, sem terem permissão para participarem de qualquer Evento Social.

Quando fez 16 anos, teve uma festa especial tal como era costume na Corte.
Pela primeira vez tinha um colar e brincos e o cabelo era preso ou cortado.
Começava a idade adulta.
Foi um dia muito feliz para Olga, a qual só havia ido com o pai á Ópera uma vez.






















Olga  em  seu  baile  dos  16  anos  em  1911, rodeada  por  Oficiais.




Desde a infancia de Olga que era desejo do Czar casa-la com o primo dele, Grão Duque Dimitri, apenas 5 anos mais velho que Olga.
Em 1912, um noivado foi falado mas a Czarina não deixou  ir adiante o desejo do Czar por causa da reputação de Dimitri, algo que poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos, pois quando mais tarde o Czar abdicou e seu irmão renunciou a ser Czar, Dimitri como herdeiro masculino e casado com a filha mais velha do Czar, poderia assumir o Trono.
Apesar de nem Olga, nem Dimitri estarem apaixonados, todavia havia uma grande amizade entre eles.




   Olga  teve  vários  pretendentes  reais  ,  mas  para  ela  ela  (  tal  como  para  suas  irmãs )
estava  fora  de  questão  casar-se  com  um  Principe  estrangeiro.



E no 300ª da Dinastia Romanov, em 1913 apaixonou-se por Pavel Alekseyevich Voronov .








Em seu diário, Olga parecia incrivelmente feliz em passar o tempo com ele, mas no final do ano ela enfrentava o coração partido: Pavel ficou noiva de outra Olga - uma amiga da família Romanov, Olga Kleinmichel. A Grã-Duquesa só se atreve a escrever sobre isso em seu diário em um código especial que ela havia criado.



Durante  esse  tempo  começou  a  perder  peso,  pois  como  era  uma  jovem  a  frente  do  seu  tempo,  interessava-se  por  política lendo  jornal  todos  os  dias  e  procurando  saber  a   opinião  pública  através  de  amigos  fora  do  palácio  e  o  que  tomou  conhecimento a  respeito  da  sua  família,  a  afligiu  muito.
Refletiu  então  que:

Rasputin  causava  mais  mal  do  que  bem  a  sua  família.



Olga até então era a mais famosa das filhas do Czar, tanto na Rússia como no estrangeiro até a infeliz entrada da Rússia na guerra, quando então Tatiana se tornou a mais famosa por causa do seu Comitê e suas aparições públicas.



Olga  na  que  eu  considero  sua  mais bela  foto,  entre  1913-1914.

Recusou casar com o Principe Carol, herdeiro da Roménia em 1913 e mais tarde quando ele visitou a Rússia em 1917.

Era uma moça á frente do seu tempo, que se informava sobre a opinião pública através de amigos fora do palácio e de jornais.
Na idade adulta, estava mais bem informada que os seus pais sobre a real situação do País.


Não há registro de nenhuma paixão por um Príncipe russo, mas nisso podemos dizer que também seus pais em particular a Czarina não as deixavam conviver com a nobreza, restando assim somente Oficiais, homens com os quais por Lei nunca poderiam casar por Lei, só morganaticamente.


Primeira  Guerra  Mundial :

Com  o  estourar  da  1ª  Guerra  Mundial, seu  estado  emocional  se  agravou porque  não  suportava  o  tormento  na  sala  de  operações.
Nunca  teve  a  força  física  de  Tatiana,  nem  seu  equílibrio,  o  que  contrastava  com  sua  personalidade  mais  forte.

Posteriormente  os  pais  a  designaram  para  trabalhos  mais  amenos  como:
conversar  com  os  pacientes,  distraí-los  a  tocar  piano,  fazer  curativos  e  quando
tinha  seu  estado  emocional  permitia,  era  secretária  do  pai.

Olga, teria sido uma excelente Regente se o czar a tivesse nomeado no lugar da mãe, em 1915.
A Czarina era manobrada por Rasputin acrescendo também que o fato de a Czarina ser alemã só exacerbou o ódio contra ela nesse período.

Olga que tinha visão política, teria sabido tomar sábias decisões, inclusive teria afastado Rasputin sendo ela a única da família a perceber o perigo que ele representava.

O Czar amava todas as suas filhas, mas nos últimos anos Olga foi sua favorita porque tornou se sua secretária no tempo da Primeira Guerra e também era a única das filhas que sabia o informar sobre a opinião pública porque estava mais bem informada que o pai, através de amigos fora do palácio e leitura diária de jornais.
Ele também se confidenciaria com ela e em Tobolsk chegou a lhe entregar um revolver que Olga trazia escondido na bota.

A  Czarina  frequentemente  se  queixou  ao  Czar  do  mau-humor  de  Olga  e  da  hostilidade  dela  com  suas  ordens.

Em  1915,  encontrou  um  bálsamo  para  sua  dor  quando  conheceu Dmítri Shakh-Bagov.


Dmítri Shakh-Bagov,  o  Oficial  por  quem  Olga  se  apaixonou  perdidamente.

Conheceram-se em 1915,  sendo  ele  paciente  dela  na  Cruz  Vermelha,
conhecido  por  ela  como  Mitya.

Olga  cuja  fraqueza  foi  nunca  ter  tido  auto-controle,  tendo  sempre  ficado  refém  do  seu  temperamento (  fosse  explosoões  de  mau-humor,  indignação )  também  nunca  conseguiu  controlar  seu  amor por  este  jovem  Oficial, tendo  ficado  em  grande  depressão  quando  ele  teve  que  partir  da  enfermaria  para  a  guerra.

Toda a família Romanov estava ciente do apego da grã-duquesa Olga a Mitya , que frequentemente era convidado para tomar chá no Palácio de Alexandre, junto com alguns outros oficiais. 

A  Czarina  simpatizou  com  ele,  tal  como  toda  família  e  chegou  a  ser  promovido  a Tenente  pelo  Czar.

Dmítri Shakh-Bagov também estava apaixonado por ela a tal ponto que
jurou  matar Rasputin para os salvar.

Infelizmente  a  guerra  os  separou.


A última vez que se viram foi no Natal de 1916 - o último Natal da Rússia Imperial, Foram semanas muito ansiosas e o último adeus debaixo da árvore de Natal: Mitya estava indo para o seu regimento. Aparentemente, a última menção dele no diário de Olga Romanov fez em seu aniversário (02/09/1917): “ Hoje, Mitya completou 24 anos (Shakh-Bagov). Que Deus o salve .
Aparentemente, eles nunca mais se viram depois de 27 de dezembro de 1916. 

Abaixo  foto  de  Olga  com  a  Família  no  feliz  ano  de  1913,  no  300º  da  Dinastia:


Olga em especial na guerra foi extremamente generosa, doando boa parte da sua fortuna pessoal que herdou aos 20 anos á populações afetadas pela guerra.

CONTINUAÇÃO  NO  PRÓXIMO  POST.





Sem comentários:

Enviar um comentário

O Primeiro Amor de Olga Romanov, na idade adulta.

Olga apaixonou-se pela primeira vez em 1913 pelo Oficial Pavel Voronov. Antes dele teve alguns flertes inocentes com Oficiais, mas nada que ...